﻿{"id":123,"date":"2012-12-20T12:02:31","date_gmt":"2012-12-20T15:02:31","guid":{"rendered":"http:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/?p=123"},"modified":"2012-12-20T12:02:31","modified_gmt":"2012-12-20T15:02:31","slug":"resolucao-182002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/?p=123","title":{"rendered":"Resolu\u00e7\u00e3o 18\/2002"},"content":{"rendered":"<p>Estrat\u00e9gias e desafios para atua\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logas e psic\u00f3logos em rela\u00e7\u00e3o ao preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o racial foram destaques no debate online\u00a0<em>10 anos da\u00a0<a href=\"http:\/\/site.cfp.org.br\/wp-content\/uploads\/2002\/12\/resolucao2002_18.PDF\">Resolu\u00e7\u00e3o 18\/2002<\/a> sob uma invisibilidade que faz sofrer: por uma sociedade sem racismo<\/em>. O di\u00e1logo aconteceu nesta quarta-feira (19\/12), em Bras\u00edlia, no mesmo dia em que se comemora o decen\u00e1rio da Resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O debate contou com a presen\u00e7a da conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Marilda Castelar, da psic\u00f3loga e especialista em Din\u00e2mica Energ\u00e9tica do Psiquismo, Maria L\u00facia da Silva e do representante do CFP no Conselho Nacional de Pol\u00edticas Sobre Drogas (Conad), Marcus Vin\u00edcius.<\/p>\n<p>Para Marilda Castelar, a resolu\u00e7\u00e3o simboliza um avan\u00e7o na luta da categoria pelos direitos humanos, mas ela ressalta a import\u00e2ncia em discutir o contexto atual do Brasil. Indicadores produzidos inclusive por \u00f3rg\u00e3os estatais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e Aplicada (IPEA) comprovam que os negros e pardos s\u00e3o maioria no Pa\u00eds, somando 97 milh\u00f5es \u2013 quase a metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que corresponde a 191 milh\u00f5es (IBGE\/2010).<\/p>\n<p>Com base nesses indicadores, Castelar considera necess\u00e1rio provocar uma discuss\u00e3o sobre o racismo para indagar o modo como a Psicologia tem agido em rela\u00e7\u00e3o ao tema. \u201cO tema n\u00e3o \u00e9 exclusivo apenas para psic\u00f3logas (os) negros, mas de toda categoria. A aten\u00e7\u00e3o ao racismo deve perpassar toda pr\u00e1tica profissional, seja nas bandeiras de luta da Psicologia, seja no \u00e2mbito profissional ou nas suas atividades. O enfrentamento deve passar inclusive pelos processos de orienta\u00e7\u00e3o profissional, ensino e tamb\u00e9m nas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Marilda tamb\u00e9m falou da estrat\u00e9gia de publicidade da Resolu\u00e7\u00e3o para que ela se torne mais conhecida entre os psic\u00f3logas e psic\u00f3logos. \u201cUma das a\u00e7\u00f5es que tra\u00e7amos foi distribuir a Resolu\u00e7\u00e3o em eventos, acordada em todo o Sistema Conselhos. Outra atividade foi a divulga\u00e7\u00e3o ampla do cartaz, que pode ser solicitado nos Conselhos Regionais de Psicologia\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Conforme Maria L\u00facia da Silva, outro aspecto que auxiliar\u00e1 na visibilidade \u00e0 Resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o II Encontro Nacional de Psic\u00f3logos Negros e Pesquisadores sobre Rela\u00e7\u00f5es Interraciais e Subjetividade no Brasil (PSINEP), que acontece em mar\u00e7o de 2013, em Recife. Esta edi\u00e7\u00e3o tem o objetivo de pensar no racismo e na sa\u00fade p\u00fablica, al\u00e9m de trabalhar na \u00eanfase da forma\u00e7\u00e3o do Psic\u00f3logo por meio de disciplinas que abordem as rela\u00e7\u00f5es raciais.<\/p>\n<p>O I Psinep aconteceu em 2010, na Universidade de S\u00e3o Paulo, e trouxe a certeza de que existe uma preocupa\u00e7\u00e3o da categoria com a tem\u00e1tica do racismo. O encontro promoveu debates sobre o racismo como promotor do sofrimento ps\u00edquico; o racismo e forma\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria da Psicologia; e ideologias racistas no campo te\u00f3rico.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os e desafios<\/strong><\/p>\n<p>Sobre os avan\u00e7os e desafios do racismo na Psicologia, Marcus Vinicius destacou que at\u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 18, em 2002, a categoria mantinha-se alheia \u00e0 viol\u00eancia simb\u00f3lica que se constitui na discrimina\u00e7\u00e3o racial e no sofrimento dos afrodescentes nas mais diversas din\u00e2micas das rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Segundo Vin\u00edcius, a categoria tem muito a comemorar, pois a Psicologia se sensibilizou com o tema ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, especialmente no que diz respeito aos direitos humanos. \u201cHoje temos a possibilidade de termos reunidos psic\u00f3logos negros e negras para poder discutir abertamente a transforma\u00e7\u00e3o do problema, e esse \u00e9 um dos principais avan\u00e7os que libera espa\u00e7o e interesse para investiga\u00e7\u00f5es e pesquisas sobre a din\u00e2mica do racismo\u201d, disse.<\/p>\n<p>No entanto, Marcus Vin\u00edcius ressalta que a complexidade da quest\u00e3o do racismo ainda \u00e9 limitada. De acordo com ele, as psic\u00f3logas e psic\u00f3logos precisam tratar com maior profundidade o tema das rela\u00e7\u00f5es raciais, do racismo, das viol\u00eancias simb\u00f3licas, do sofrimento mental e dos efeitos mal\u00e9volos das din\u00e2micas do racismo na produ\u00e7\u00e3o das subjetividades subalternas.\u00a0 \u201cTemos muito trabalho pela frente\u201d, projetou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Debate aponta reflexos do racismo na \u00faltima d\u00e9cada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,4],"tags":[],"class_list":["post-123","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-slide"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/123\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/relacoesraciais.cfp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}